Tarde no Ibirapuera

Após visita à Bienal, um passeio pelo Parque Ibirapuera aproveitando o verde, o cheiro das plantas e flores, os pássaros, o lago, a tranqüilidade que se sente ao passear por essas alamedas. Ao longe, a figura de três mulheres e a certeza de conhecer uma daquelas silhuetas. Entre sacolas, roupas e uma máquina fotográfica, descobrimos uma tarde de novas fotos para divulgação, naquela paisagem tão familiar e tão linda.
Carismática ela atrai... Misteriosa, inquieta, faz querer saber mais.As pessoas param, fazem perguntas, observam por um tempo, seguem seus caminhos e ela continua ali, simplesmente uma mulher, sabedora de seu potencial, acreditando em seus sonhos, agarrando-os com vontade, carinho e determinação.
Quem passa nota: sutileza, gentileza, sinergia, reciprocidade. O sorriso é sempre aberto, e o melhor: sincero. Conhecendo-a de perto descobrimos:
Uma filha emocionada que no clima do parque lembra de seus passeios pelo campo na companhia do pai e das lições aprendidas com um sábio que ouve a natureza. Uma mãe que acompanha seus filhos na escolha de livros e que aceita democraticamente uma decisão que passou longe da sua sugestão. Uma mulher que cantando vem à cena, trazer na vida e no palco suas verdades, um tanto minhas, um tanto suas e as traduz com sentimento, profundidade, sensibilidade numa voz ímpar. Uma mulher que quando sai do palco nunca sai de cena.
Numa tarde, três mulheres andando pelas alamedas do parque. Fabiana cuidando dos detalhes, Bia cuidando de seus cliques, Glaucia entregue à vida, cantando. E nós, acompanhando com alegria e gratidão mais esta oportunidade. Muitas das nossas alegrias estão associadas a essa artista doce com quem a vida fez cruzar nossos caminhos. Glaucia, mais uma vez, obrigada por tanto!
Miriam e Angela